Energia cara e inflação persistente mantiveram aberta a possibilidade de novos aumentos de juros na zona do euro.
O que aconteceu
O Banco Central Europeu manteve a taxa de depósito em 2,25%, conforme esperado. A presidente Christine Lagarde indicou que o impacto completo do choque de energia ainda não apareceu e alguns dirigentes discutiram se um aumento já deveria ser considerado. Os mercados passaram a precificar novas altas a partir do outono europeu.
Por que isso importa
A Europa é especialmente sensível a petróleo e gás importados. Uma alta prolongada da energia pode chegar a transporte, alimentos, salários e serviços. O BCE precisa evitar uma segunda rodada de inflação sem aprofundar a fraqueza do crescimento. Essa combinação torna cada decisão mais difícil e amplia diferenças entre países.
O que deve ser observado
A inflação de agosto, os salários negociados, o euro e a duração do choque energético serão centrais. Também será importante observar os títulos da Alemanha e de países mais endividados. Se os spreads abrirem, o BCE poderá enfrentar tensão entre combater preços e preservar estabilidade financeira.
A pausa não encerrou o ciclo. Ela comprou tempo para descobrir se o choque temporário está se tornando inflação persistente.
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