A alta para 2,9% reforçou a tese de aumento de juros, principalmente porque serviços e núcleo também aceleraram.
O que aconteceu
A inflação anual da zona do euro avançou de 2,8% para 2,9% em julho. O núcleo ficou em 2,5% e a inflação de serviços chegou a 3,3%. O petróleo mais caro teve peso relevante, mas a persistência em componentes menos voláteis aumentou a atenção do BCE. Ao mesmo tempo, a economia cresceu 0,4% no segundo trimestre.
Por que isso importa
Uma economia mais resistente dá ao banco central espaço para apertar a política sem medo imediato de recessão. A elevação do núcleo e dos serviços preocupa porque esses preços costumam responder lentamente aos juros. O resultado também afeta empréstimos, câmbio, títulos públicos e decisões de investimento em toda a região.
O que deve ser observado
A próxima leitura de inflação chegará antes da reunião de setembro. Salários, margens empresariais e repasse do petróleo determinarão se a alta é passageira. Se serviços continuarem acelerando, o BCE terá argumento mais forte para agir mesmo com crescimento modesto.
A diferença foi de apenas 0,1 ponto. No contexto atual, esse décimo pode separar uma pausa de um novo aumento de juros.
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