A concentração tecnológica dentro de índices diferentes cria uma diversificação que existe no nome, mas não no risco.
O que aconteceu
O avanço das grandes empresas de tecnologia aumentou seu peso em índices globais, fundos de crescimento e até estratégias classificadas como valor. Assim, um investidor pode comprar produtos diferentes e continuar exposto às mesmas companhias, ao mesmo dólar e ao mesmo ciclo de inteligência artificial.
Por que isso importa
Diversificação real reduz dependência de um único resultado econômico. Ela pode incluir regiões, moedas, setores, fatores, títulos e ativos reais. O excesso de concentração não é necessariamente errado, mas precisa ser intencional e compatível com a tolerância a perdas. O perigo está em acreditar que o risco foi espalhado quando ele apenas foi duplicado.
O que deve ser observado
Leia as maiores posições de cada fundo e compare sobreposição. Observe também a fonte de receita das empresas e sua sensibilidade a juros. Rebalanceamentos periódicos podem impedir que uma alta prolongada transforme uma parcela planejada em domínio absoluto da carteira.
Quantidade de produtos não mede diversificação. O que importa é quantas fontes independentes de retorno existem por trás deles.
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