O projeto busca reduzir a dependência de emissores ligados ao dólar e preparar a região para ativos tokenizados.
O que aconteceu
Vinte e cinco novos bancos aderiram ao projeto Qivalis, elevando para 37 o número de instituições envolvidas em uma stablecoin atrelada ao euro. O grupo inclui bancos de 15 países e pretende competir com emissores dominantes ligados ao dólar. A iniciativa também prepara a infraestrutura europeia para pagamentos e ativos tokenizados.
Por que isso importa
Stablecoins em dólar ganharam papel relevante no comércio de ativos digitais e em transferências internacionais. Se a Europa não criar alternativas, parte crescente da infraestrutura financeira digital pode depender de empresas e moedas externas. Para os bancos, o projeto também é uma defesa contra perda de depósitos e receitas de pagamentos.
O que deve ser observado
A adoção será o maior desafio. Stablecoins em euro existentes possuem circulação limitada. O mercado observará reservas, liquidez, regras de resgate e integração com empresas. A reação do Banco Central Europeu e o avanço do euro digital também podem definir se os projetos competem ou se complementam.
O debate parece tecnológico, mas a pergunta central é política: quem controlará o dinheiro usado na próxima geração de pagamentos europeus.
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