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Williams sinaliza nova alta de juros no fim de 2026, mas esfria aposta para outubro

John Williams, presidente do Federal Reserve Bank of New York, afirmou que uma nova alta de juros pode ser apropriada no fim de 2026 para conter a inflação. Ao mesmo tempo, sua fala reduziu a expectativa de um movimento já em outubro.

Fonte utilizadaBloomberg ↗

John Williams, presidente do Federal Reserve Bank of New York, afirmou que uma nova alta de juros pode ser apropriada no fim de 2026 para conter a inflação. Ao mesmo tempo, sua fala reduziu a expectativa de um movimento já em outubro.

O que aconteceu

Segundo a fonte, Williams disse que, se a economia evoluir conforme sua projeção, mais um aumento na faixa da taxa dos Fed funds poderá ajudar a levar a inflação de volta à meta. Ele ressaltou, porém, que não há urgência após a alta de 0,25 ponto percentual aprovada em setembro, a primeira desde 2023. Depois do discurso, a probabilidade de um novo aumento na reunião de 27 e 28 de outubro caiu para cerca de 50%, ante 70%, conforme os contratos acompanhados pelo mercado. Williams também afirmou que a inflação pode terminar o ano em 3,5%, desacelerar para pouco acima de 2% em 2027 e atingir a meta em 2028.

Por que isso importa

A declaração combina duas mensagens relevantes para a política monetária: o Fed ainda considera necessário manter pressão sobre a inflação, mas pode espaçar os movimentos para observar novos dados. A avaliação de Williams ocorre enquanto a economia permanece resiliente e o mercado de trabalho, sólido. Ele apontou riscos associados ao conflito no Oriente Médio, à expansão da inteligência artificial e aos preços de energia, embora tenha dito que ainda não há evidência de uma disseminação desses choques para pressões inflacionárias mais persistentes.

O que deve ser observado

O foco passa a ser a evolução da inflação, da demanda e da oferta antes das próximas decisões. Também será importante observar se outros dirigentes mantêm o tom favorável a novas altas: Alberto Musalem, Austan Goolsbee e Michael Barr defenderam nesta terça-feira a possibilidade de apertos adicionais. A proximidade da reunião de outubro com as eleições legislativas, disse Williams, não deve influenciar a decisão.

LEITURA ARK

A fala de Williams desloca o debate de uma alta imediata para o calendário e a intensidade do aperto monetário. O mercado agora precisa avaliar se os dados justificarão uma pausa em outubro seguida de novo aumento em dezembro, como interpretaram analistas da Evercore ISI, ou se a inflação perderá força o suficiente para alterar esse cenário. A mensagem central é de cautela: menos urgência, mas ainda pouca disposição para declarar encerrado o ciclo de altas.