A REC Ltd. captou 5 bilhões de rúpias com o que é descrito como o primeiro título tokenizado da Índia, atraindo bancos privados, fundos e empresas. A operação combina dívida corporativa, blockchain e moeda digital do banco central — um teste para a liquidez do mercado.
O que aconteceu
A estatal indiana REC emitiu notas de 5 bilhões de rúpias, equivalentes a US$ 52,9 milhões, com vencimento em maio de 2028 e cupom de 7,30%. Cerca de 20 investidores participaram, incluindo bancos, fundos mútuos e empresas. Segundo pessoas familiarizadas com a operação, HDFC Bank e ICICI Bank estiveram entre os compradores; Axis Bank e Yes Bank também foram citados. Os investidores usaram a moeda digital do Reserve Bank of India na transação. HDFC confirmou ter atuado como uma das instituições responsáveis pela estruturação, mas não comentou a compra dos papéis.
Por que isso importa
Títulos tokenizados usam blockchain na emissão, negociação e liquidação. No caso da REC, a conexão com a moeda digital do banco central pode reduzir o tempo entre a alocação e a liquidação dos ativos. A operação também sinaliza interesse de diferentes tipos de investidores por esse formato, que pode contribuir para ampliar a liquidez e a transparência do mercado de títulos corporativos. O alcance desse efeito, porém, dependerá da continuidade das emissões e da adoção pelos participantes.
O que deve ser observado
O próximo teste está no plano da Larsen & Toubro, que busca propostas para notas tokenizadas de três anos e até 5 bilhões de rúpias. A evolução desse programa, a participação de bancos e investidores e o tratamento regulatório dado a novas emissões serão os principais pontos de acompanhamento.
A emissão da REC transforma a tokenização em uma operação observável, com valor, prazo, cupom e participação de investidores definidos. O elemento mais relevante não é apenas a tecnologia, mas sua integração com a moeda digital do banco central para acelerar a liquidação. Se novas transações avançarem, será possível avaliar se o formato amplia de fato a eficiência e a liquidez da dívida corporativa, em vez de permanecer restrito a pilotos.
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