Ir para o conteúdo
ARKCONNECT
Mercados globaisEconomia e bancos centraisTecnologia aplicada ao mercado financeiroInteligência artificialEducação financeiraAnálise e contextoAgendaARK AI BriefAcessar ARK Global Capital
Mercados em foco
S&P 500Em integração
NasdaqEm integração
Dow JonesEm integração
BitcoinEm integração
OuroEm integração
PetróleoEm integração
DólarEm integração
Atualização automática após conexão com API

Oracle aposta em chips da Cerebras para ampliar sua nuvem de IA e mexer no domínio da Nvidia

A Oracle oferecerá serviços de nuvem baseados em computadores da Cerebras em seus data centers. A implantação começa no primeiro semestre de 2027 e amplia as opções de computação para inteligência artificial fora do ecossistema dominante da Nvidia.

Fonte utilizadaBloomberg ↗

A Oracle oferecerá serviços de nuvem baseados em computadores da Cerebras em seus data centers. A implantação começa no primeiro semestre de 2027 e amplia as opções de computação para inteligência artificial fora do ecossistema dominante da Nvidia.

O que aconteceu

A Oracle Cloud Infrastructure utilizará equipamentos da Cerebras Systems, fabricante de chips gigantes que ocupam discos inteiros de silício normalmente usados para produzir vários processadores. A empresa afirma que essa arquitetura pode entregar respostas de inteligência artificial com baixa latência, especialmente em inferência — etapa em que o sistema processa consultas e gera resultados. Segundo a Bloomberg, a Oracle não informou quantos produtos da Cerebras pretende usar. O anúncio ocorreu durante a conferência anual de clientes da Oracle, que também revelou parcerias ampliadas com SambaNova, Nvidia e Intel. As ações da Cerebras chegaram a subir 10% após o anúncio, embora acumulassem queda de 41% até o fechamento da sessão anterior desde a abertura de capital em maio.

Por que isso importa

O acordo coloca a Cerebras dentro da infraestrutura de uma grande provedora de nuvem e amplia sua exposição a clientes corporativos. A movimentação também mostra que a expansão da computação para IA não depende de uma única arquitetura de chips. A Cerebras é projetada por analistas para quase triplicar a receita no próximo ano, alcançando cerca de US$ 3 bilhões, mas deve faturar menos de US$ 1 bilhão neste ano. A escala ainda contrasta com a Nvidia, cujos produtos geram quase US$ 100 bilhões em vendas por trimestre.

O que deve ser observado

Os pontos centrais serão o início da implantação em 2027, a quantidade de equipamentos contratada e a capacidade da Cerebras de converter parcerias em receita. Também será relevante acompanhar se a baixa latência destacada pela empresa se traduz em demanda recorrente na Oracle Cloud Infrastructure. A Oracle busca ampliar sua presença como provedora de computação para IA e informou que prevê US$ 70 bilhões em despesas de capital no ano fiscal encerrado em maio de 2027.

LEITURA ARK

A parceria deve ser lida como um movimento de diversificação da infraestrutura de IA, não como uma substituição imediata da Nvidia. Para a Oracle, combinar diferentes fornecedores pode ampliar sua oferta de computação; para a Cerebras, o acordo oferece escala e visibilidade em um mercado competitivo. O dado decisivo será a execução: implantação, utilização pelos clientes e evolução da receita.