A fraqueza do iene e os riscos de inflação colocaram o Banco do Japão mais perto de outro aumento.
O que aconteceu
O Banco do Japão manteve a taxa de curto prazo em 1% por oito votos a um. O dirigente Hajime Takata defendeu aumento para 1,25%, citando pressões inflacionárias. O banco apresentou tom mais atento aos riscos de alta de preços e reconheceu que a fraqueza do iene pode acelerar o repasse para consumidores.
Por que isso importa
O Japão deixou para trás décadas de juros extremamente baixos, mas ainda oferece uma das taxas mais reduzidas entre grandes economias. Cada aumento pode afetar hipotecas locais, títulos globais e operações financiadas em iene. A decisão também influencia a capacidade do governo de estabilizar a moeda sem intervenções constantes.
O que deve ser observado
A reunião de outubro ganhou importância. O mercado acompanhará salários, inflação subjacente, câmbio e os efeitos dos aumentos anteriores. Se o iene voltar a enfraquecer, a pressão sobre o banco central pode crescer, mas uma ação muito rápida também pode desorganizar posições globais.
O voto isolado não mudou a taxa desta vez. Ele mostrou onde a discussão pode chegar na próxima.
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