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Inflação do México acelera e recoloca Banxico diante de uma decisão de juros

A inflação do México acelerou mais do que o esperado no início de outubro, elevando a pressão sobre o Banxico antes da próxima decisão de juros. O banco central mantém a taxa básica em 6,5% desde junho, mas já não sinaliza com a mesma clareza a continuidade da pausa.

Fonte utilizadaBloomberg ↗

A inflação do México acelerou mais do que o esperado no início de outubro, elevando a pressão sobre o Banxico antes da próxima decisão de juros. O banco central mantém a taxa básica em 6,5% desde junho, mas já não sinaliza com a mesma clareza a continuidade da pausa.

O que aconteceu

A inflação anual ao consumidor subiu 3,62% nas duas primeiras semanas de outubro, acima dos 3,59% esperados por analistas consultados pela Bloomberg e dos 3,49% registrados no fim de setembro. A inflação subjacente, que exclui alimentos e combustíveis mais voláteis, avançou para 3,78%, contra 3,70% previstos e 3,71% na leitura anterior. A taxa básica permanece em 6,5%, mantida pelo terceiro encontro consecutivo. O Banxico fará sua próxima reunião de política monetária em 5 de novembro. Nas atas da decisão de setembro, o banco citou a incerteza comercial e a escalada da guerra no Oriente Médio como principais fatores de pressão sobre os preços. A instituição ainda prevê convergência da inflação para a meta no último trimestre de 2027.

Por que isso importa

O resultado dificulta a avaliação de que a desaceleração recente dos preços continuará, justamente quando o Banxico reexamina sua trajetória de juros. A inflação cheia permanece dentro do intervalo associado à meta de 3%, de mais ou menos um ponto percentual, mas a alta da medida subjacente aponta que a pressão não está restrita apenas a componentes voláteis. Para a política monetária, a combinação entre surpresa altista e riscos já considerados elevados torna menos simples a decisão entre manter a taxa em 6,5% ou ajustar sua orientação.

O que deve ser observado

O foco estará na reunião de 5 de novembro e em qualquer indicação sobre a duração da pausa iniciada em junho. Também será importante acompanhar se as próximas leituras confirmam a aceleração da inflação subjacente e como o Banxico avaliará os riscos ligados ao comércio e ao conflito no Oriente Médio. A projeção de retorno da inflação à meta apenas no fim de 2027 segue como referência para essa avaliação.

LEITURA ARK

O dado reforça que a próxima decisão do Banxico dependerá menos de uma leitura isolada da inflação cheia e mais da persistência das pressões subjacentes. A surpresa em relação às expectativas não determina, por si só, uma mudança de juros, mas reduz o espaço para tratar a pausa como uma trajetória previamente definida. O ponto central será saber se a aceleração representa uma interrupção temporária da desaceleração ou uma pressão mais duradoura sobre a convergência à meta.