O Goldman Sachs elevou sua visão para as ações globais no horizonte de três meses, de neutra para overweight, apostando que uma temporada de resultados robusta pode prolongar o avanço dos mercados, ainda próximos de máximas históricas.
O que aconteceu
A equipe liderada por Christian Mueller-Glissmann também mantém uma postura otimista para as ações em 12 meses. A avaliação do Goldman é que os preços ficaram menos exigentes depois que a alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos interrompeu parte do rali, enquanto as perspectivas para os lucros continuam saudáveis. A temporada de balanços do terceiro trimestre será decisiva para sustentar a alta até o fim do ano. A expectativa é de crescimento de 25% no lucro das empresas do S&P 500 na comparação anual, uma das maiores taxas projetadas. O banco acredita que as companhias podem superar essa barreira, segundo a Bloomberg.
Por que isso importa
A recomendação mostra que, para o Goldman, a força dos resultados pode compensar parte das preocupações com preços elevados nos mercados. A combinação entre crescimento de lucros e uma recente redução das avaliações melhorou a relação entre potencial de ganho e risco antes da divulgação dos balanços. Outros estrategistas de Wall Street, incluindo Bank of America e Barclays, também ficaram mais otimistas com as ações americanas. A leitura, porém, não elimina os riscos: taxas de juros e preços de energia continuam entre os principais fatores capazes de pressionar os papéis.
O que deve ser observado
O foco estará nos resultados do terceiro trimestre e na capacidade das empresas de superar as expectativas. O Goldman prefere uma estratégia equilibrada, combinando empresas globais de tecnologia com ações seletivas sensíveis aos juros e semelhantes a títulos, que perderam valor desde o verão. A equipe mantém preferência por Ásia e Estados Unidos e visão negativa para a Europa. Eleições de meio de mandato nos EUA também podem elevar a volatilidade.
A tese do Goldman depende menos de uma expansão adicional das avaliações e mais da confirmação dos lucros. Isso torna a temporada de balanços o principal teste para o rali de curto prazo. Ao mesmo tempo, a mudança na visão sobre títulos — neutra em três meses e positiva em 12 — sugere que eles podem voltar gradualmente de obstáculo a proteção para carteiras de prazo mais longo. O equilíbrio entre resultados, juros e energia será central para interpretar o próximo movimento.
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