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Hedge funds levam posição vendida em gás natural dos EUA a recorde e elevam o risco de uma reação brusca

Fundos de hedge ampliaram a posição vendida em contratos de gás natural dos EUA ao maior nível da série disponível, enquanto previsões de um inverno ameno pressionam preços e tornam uma virada climática mais relevante.

Fonte utilizadaBloomberg ↗

Fundos de hedge ampliaram a posição vendida em contratos de gás natural dos EUA ao maior nível da série disponível, enquanto previsões de um inverno ameno pressionam preços e tornam uma virada climática mais relevante.

O que aconteceu

A exposição exclusivamente vendida de gestores financeiros nos sete contratos de referência do Henry Hub subiu para 599.731 posições, o maior nível desde o início da série, em maio de 2013, segundo dados da Commodity Futures Trading Commission divulgados na sexta-feira. A posição líquida vendida chegou a 192.728 contratos, o nível mais baixista em mais de seis anos. Ao mesmo tempo, as apostas compradas recuaram ao menor patamar em quase dois anos. Os futuros de gás natural dos EUA caíram mais de 15% na semana, na maior queda semanal desde fevereiro, após as previsões apontarem temperaturas mais altas no começo do inverno do Hemisfério Norte.

Por que isso importa

O gás natural é usado tanto no aquecimento de residências quanto na geração de eletricidade, e o frio costuma elevar o consumo desses dois segmentos. A Commodity Weather Group prevê que este mês e o próximo sejam o terceiro período mais quente já registrado, em uma série iniciada em 1950. Esse cenário sustenta a tese de demanda fraca e preços menores, mas a concentração de posições vendidas também amplia o impacto potencial de uma mudança nas previsões.

O que deve ser observado

O principal ponto de atenção é a chegada de uma onda de frio intensa. Uma queda abrupta nas temperaturas poderia aumentar o consumo, reduzir a produção e forçar investidores vendidos a recomprar contratos para limitar perdas. Esse movimento, conhecido como short squeeze, pode acelerar a alta dos preços. No fim de janeiro, uma tempestade de inverno levou gestores a reduzir posições vendidas em mais de 53.000 contratos em uma única semana.

LEITURA ARK

O mercado está precificando um inverno suficientemente ameno para justificar a maior posição líquida vendida em anos. A assimetria está no clima: enquanto novas revisões quentes reforçam a pressão sobre o gás, uma surpresa fria pode produzir uma reação desproporcional pela necessidade de desmontar posições vendidas. Para ativos ligados à cadeia de energia, o dado combina pressão imediata sobre preços com risco elevado de volatilidade.