O dólar avançou após a atividade empresarial dos Estados Unidos registrar o ritmo mais forte em mais de cinco anos. O dado reforçou a expectativa de novas altas de juros pelo Federal Reserve e levou o índice da moeda ao maior nível desde o fim de julho.
O que aconteceu
O Bloomberg Dollar Spot Index subiu 0,6% na quarta-feira e acumula alta de 1,4% no mês. Os rendimentos dos Treasuries também avançaram após a divulgação dos dados, enquanto preocupações com a inflação permaneceram no radar. Todas as moedas do Grupo dos Dez recuaram diante do dólar. Os mercados monetários passaram a precificar ao menos uma alta de 0,25 ponto percentual até o fim do ano, com uma elevação em outubro considerada mais provável do que não. A moeda americana também acumula alta de 0,8% na semana iniciada em 21 de setembro.
Por que isso importa
O movimento mostra como dados de atividade podem alterar simultaneamente as expectativas para os juros e a direção do câmbio. A percepção de que a economia americana continua resistente, somada aos preços elevados do petróleo, sustenta uma postura mais dura do Fed sobre a inflação. Com a autoridade americana voltando a elevar juros após três anos, o diferencial de taxas em relação a outros grandes bancos centrais se amplia, favorecendo a demanda pelo dólar. Segundo a fonte, opções também indicam preferência por posições de alta na moeda em diferentes prazos.
O que deve ser observado
O mercado deve acompanhar novos dados de atividade e inflação nos Estados Unidos, além das declarações de dirigentes do Fed. Também merece atenção a precificação de uma alta em outubro e de pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto percentual até dezembro. A evolução dos rendimentos dos Treasuries e das opções de câmbio ajudará a medir se a expectativa de fortalecimento do dólar continua ganhando tração.
O episódio reforça a sensibilidade do dólar ao caminho esperado para os juros americanos. Por enquanto, os dados descritos na matéria apontam para uma combinação favorável à moeda: atividade resiliente, inflação ainda acompanhada de perto e expectativa de taxas mais altas. A leitura, contudo, depende da confirmação dessa trajetória em próximos indicadores e comunicações do Fed; não constitui, isoladamente, sinal de compra ou venda.
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