O primeiro orçamento de John Healey como chanceler mantém congeladas as faixas do imposto de renda no Reino Unido. Com salários subindo junto com a inflação, a medida pode reduzir o ganho líquido dos reajustes e levar mais contribuintes a alíquotas superiores.
O que aconteceu
O congelamento mantém os limites de renda nos mesmos valores enquanto os salários podem avançar. Até 2021, as faixas eram normalmente atualizadas com a inflação; depois, o congelamento foi estendido até 2028. As regras apresentadas valem igualmente para Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. A faixa pessoal isenta permanece em £12.570. Rendimentos entre £12.571 e £50.270 são tributados a 20%; entre £50.271 e £125.140, a 40%; acima de £125.140, a 45%. Apenas a parcela que excede cada limite é tributada pela alíquota correspondente. Acima de £100.000, a isenção pessoal diminui em £1 para cada £2 adicionais de renda e desaparece em £125.140.
Por que isso importa
O efeito é conhecido como aumento fiscal por arrasto: a renda sobe, mas os limites não acompanham a inflação. Assim, uma parcela maior do reajuste pode cair em uma faixa superior, reduzindo o crescimento do salário líquido. O impacto não depende de uma elevação nominal das alíquotas. Segundo o texto, a proporção de contribuintes sujeitos às taxas mais alta ou adicional pode passar de 15% em 2021-22 para 24% em 2030-31.
O que deve ser observado
O ponto central é a distância entre a evolução dos salários e a atualização das faixas. Também merece atenção a renda acima de £100.000, onde a redução progressiva da isenção pessoal altera o cálculo efetivo. A comparação mais útil é entre o imposto pago com limites congelados e o valor que resultaria de uma correção pela inflação.
A política transforma a inflação em uma variável relevante para a carga tributária, mesmo sem mudanças nas alíquotas anunciadas. Para avaliar o efeito sobre a renda disponível, não basta observar o percentual do reajuste salarial: é necessário verificar quanto da renda adicional atravessa os limites de cada faixa e, em rendas mais altas, o impacto sobre a isenção pessoal.
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