O Banco Central Europeu manteve os custos de empréstimo no mês passado, mas seus dirigentes sinalizam abertura para uma nova alta em dezembro. Philip Lane afirma que a decisão dependerá dos dados recebidos até a reunião final do ano.
O que aconteceu
O economista-chefe do BCE disse que a instituição está analisando todas as informações que chegarem antes da reunião de dezembro. O banco manteve os juros inalterados no mês passado, enquanto autoridades passaram a indicar disposição para elevá-los novamente. A inflação acelerou em outubro para um nível equivalente ao dobro da meta de 2% do BCE, e a economia da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre. Segundo a Bloomberg, os mercados continuam inclinados a uma alta em dezembro. Lane também afirmou que o choque de energia deve se espalhar para outras áreas, mas que a política monetária deve buscar conter esse processo.
Por que isso importa
A combinação de inflação acima do objetivo e crescimento trimestral positivo reforça a importância dos próximos dados para a trajetória dos juros europeus. Uma eventual alta em dezembro afetaria as expectativas para o custo do dinheiro na zona do euro e poderia repercutir sobre ativos regionais e mercados globais. A fala de Lane, porém, preserva a dependência da decisão em relação às informações que ainda serão divulgadas.
O que deve ser observado
O foco estará nos dados recebidos pelo BCE antes da reunião de dezembro e na evolução dos efeitos do choque de energia sobre outras áreas da economia. Também será relevante acompanhar se as sinalizações dos dirigentes continuarão alinhadas à expectativa de uma nova alta ou se a avaliação do cenário mudará antes da decisão.
A mensagem do BCE combina duas forças: inflação pressionada e atividade econômica ainda positiva. Para os mercados, o ponto central não é apenas a possibilidade de alta, mas o grau de confiança da autoridade em que o choque de energia permanecerá contido. Até dezembro, cada novo dado pode alterar as expectativas sobre juros e ativos europeus.
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